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outubro 26, 2012

Mulher de 61 anos dá à luz Casal de Gêmeos

 Antônia Letícia Asti, 61 anos, moradora de Santos-SP, deu à luz um casal de gêmeos no dia 23 de outubro de 2012. Há mais de 20 anos, ela e o marido tentavam ter filhos. Na quarta tentativa por inseminação artificial, Antônia Letícia conseguiu engravidar e realizar o sonho de ser mãe. 

Roberto, que teve o nome escolhido pelo pai, e Sofia, que teve o nome escolhido pela mãe, nasceram no dia 23 de outubro de 2012, pesando 900g, com 31 semanas de gestação por cesariana, devido ao quadro grave de hipertensão da mãe, que após o parto precisou de ficar por 24h na UTI, mas já foi encaminhada para o quarto. 

O ginecologista Orlando de Castro Neto em entrevista, afirmou conhecer Antônia desde 1992, quando esta o procurou em seu consultório para tentar engravidar. Nesse período foram 3 tentativas fertilização frustradas. Após, o casal tentou a adoção, mas teve o processo negado devido a idade.

Antônia e seu marido, José.  (Foto: Mariane Rossi/ G1)


A mulher, que é auxiliar administrativa e seu marido, José César Asti, marceneiro, que sempre a apoiou durante todas as etapas,  precisaram economizar muito para conseguir realizar o seu sonho. Antônia disse que nunca pensou em  desistir de seu sonho, e que sempre quis ser mãe.Apesar da idade, ela afirma que vai cuidar muito bem e dar muito amor aos seus filhos, e diz ter muita disposição para cuidar deles. (Alguém duvida???).

Limite de idade para gestação deve ser discutido, diz especialista.

O presidente da Sociedade brasileira de Reprodução Humana (SBRH), Artur Dzic, considera que deveria haver discussão acerca de uma idade limite para a mulher ficar grávida, muito embora o mesmo afirme que não existe um limite obrigatório de idade, na medicina, para que isso ocorra. A SBRH sugere um limite de 55 anos para a mulher engravidar. 

Segundo o especialista, mulheres com gestação em idade avançada podem apresentar vários problemas, entre eles hipertensão arterial, parto prematuro e ainda ter um bebê subnutrido e enfrentar problemas para nutrir o recém nascido. 




outubro 21, 2012

A Sexualidade após Lesão Medular


Após a lesão medular a função e o ato sexual podem apresentar alterações de intensidades variáveis, dependendo do nível da lesão. Para o desempenho sexual, os aspectos fundamentais necessários são a integridade dos órgãos sexuais, o funcionamento dos sistemas endócrino, circulatório e nervoso e condições psicológicas favoráveis. Basicamente, a sexualidade humana tem 3 funções: procriação, comunicação e prazer. Apesar das alterações ocorridas no paciente lesado medular, nenhum dos aspectos anteriormente citados precisam ser excluídos de sua vida. É importante ressaltar que a sexualidade envolve a pessoa como um todo, envolvendo também aspectos psicossociais, mas, nesta publicação, serão abordados aspectos relacionados com a anatomia e a fisiologia dos órgãos diretamente ligados à função sexual.

Resposta Sexual Feminina

Nas mulheres, a excitação provoca aumento do clitóris, dos pequenos lábios, alongamento dos dois terços posteriores da vagina e produção de muco. A lubrificação pode ser psicogênica (provocada por estímulos indiretos) ou reflexa (provocada por estímulos diretos de contato na região genital). Existem dois centros medulares responsáveis pela lubrificação vaginal:

  •  T11 a L2- Lubrificação psicogênica.
  • S2 a S4- Lubrificação reflexa.
Se após a lesão medular a lubrificação for insuficiente para permitir a penetração, poderá ser utilizado um lubrificante à base de água, prevenindo, assim, lesões que poderiam ser provocadas pelo atrito.

O orgasmo é a sensação de prazer proporcionado com o ato sexual. A porção externa da vagina dilata-se e o orgasmo é percebido com a contração rítmica da musculatura vaginal, uterina e tubária e tensão da musculatura o períneo. Esta resposta pode sofrer alterações devido à diminuição ou até mesmo ausência de sensibilidade na região genital. Entretanto, como o centro responsável pelo orgasmo não se encontra na medula, a pessoa com lesão medular poderá obter prazer com a estimulação de outras zonas erógenas.

Não ocorrem alterações significativas quanto à fertilidade após a lesão medular. Na maioria das vezes o ciclo pode sofrer uma interrupção temporária, e costuma voltar após aproximadamente 6 meses de lesão. Com a fertilidade inalterada, as mulheres portadoras de lesão medular são capazes de conceber e levar a gestação a termo, entrar em trabalho de parto (embora seja difícil perceber seu início em pacientes com lesão acima de T10) e dar à luz por via vaginal. O aleitamento é normal, não havendo qualquer alteração na mama, inclusive em tetraplégicas, que podem amamentar seus filhos, devendo, é claro, ter o acompanhamento de um ginecologista, que será quem deverá indicar o melhor método contraceptivo para esta mulher, caso não tenha o desejo de engravidar.

Resposta Sexual Masculina

A ereção (estado de endurecimento do pênis durante uma estimulação ou excitação, aumentando de tamanho) pode ocorrer de duas formas básicas:
  • Ereção psicogênica: provocada por estímulo indireto. A área medular correspondente está situada entre T11 e L2. Se a lesão ocorrer acima deste nível, o estímulo vindo do cérebro pode não passar por essa área como anteriormente à lesão.
  • Ereção reflexa: provocada por estímulo direto do pênis ou áreas circunvizinhas. Este tipo de ereção pode ocorrer inclusive em momentos de troca de sonda ou cateterismo. A área medular responsável por esse tipo de resposta está localizada entre S2 e S4.
Pode-se afirmar, portanto, que em homens com lesão medular acima de T11-T12 a ereção reflexa fica preservada, sendo importante observar quando e como esta resposta ocorre porque será útil durante a relação sexual. A ejaculação é um processo mais complexo do que a ereção, podendo ser alterado. Em pacientes com lesão acima de T11-L2 a emissão (que é a saída do líquido seminal das vesículas seminais, próstata, canal deferente e colo vesical para dentro da uretra posterior) pode não ocorrer, e a ejaculação, que é a saída do líquido seminal pela uretra para o meio externo, (que está na área medular de S2-S4), pode não acontecer, pois o sêmem precisa chegar até a uretra para, então, ser ejaculado. Mesmo estando a área medular correspondente à ejaculação preservada, em lesões acima de T11-L2 pode não ocorrer a ejaculação por falta de sêmem na uretra posterior.Quando o homem não consegue ejacular, o líquido seminal pode voltar para a bexiga, num processo chamado ejaculação retrógrada, que não traz qualquer problema para o sistema urinário. Por essa razão, no homem, a fertilidade pode estar prejudicada.


O orgasmo é a sensação de prazer proporcionado pela relação sexual, que geralmente para os homens vem acompanhado de ejaculação. É importante ressaltar que o centro responsável pelo prazer situa-se numa área do cérebro chamada hipotálamo, e que nenhuma lesão medular é capaz de comprometer esta função. Devido à alterações na sensibilidade que podem ocorrer na região genital, pode haver alteração na sensação prazerosa proporcionada por estímulos nesses locais durante a atividade sexual. Entretanto, estimulação de outras zonas erógenas podem produzir estas sensações de intenso prazer. 

Após a lesão medular, o organismo não deixa de produzir espermatozóides, entretanto, sua quantidade e qualidade pode estar alterada, podendo dificultar a reprodução. Por isso, a inseminação artificial pode ser uma alternativa.


Cuidados para o ato sexual:
- Esvaziar a bexiga para evitar perdas urinárias durante a relação sexual.
- Optar por ambientes que ofereçam pouco atrito com a pele, para evitar lesões.
- Inspecionar a pele após o ato sexual, para verificar a integridade da pele.
- Se não houver o desejo de engravidar, utilizar métodos contraceptivos.
-Utilizar preservativo para prevenir doenças sexualmente transmissíveis.

outubro 19, 2012

Jovem Dinamarquesa sai do Coma quando era preparada para Doação de Órgãos

Os médicos acreditavam que Carina Melchior, 19 anos, Dinamarquesa, estava "PRATICAMENTE" com morte cerebral. Os médicos do hospital de Aarhus (Dinamarca), depois de ver a atividade cerebral da jovem diminuindo, já se preparavam para retirada dos órgãos para doação, autorizada pela família,  que  após conversa com os médicos foi convencida de que o estado vegetativo de Carina seria irreversível.
Foto retirada do site Daily Mail


Após um acidente automobilístico, Carina Melchior foi levada para o hospital em estado grave. O tratamento não estava tendo resultados, e os médicos acreditavam que o estado vegetativo de carina era irreversível caso ela sobrevivesse, e conversaram com a família sobre o desligamento dos aparelhos e a retirada dos órgãos para doação.  O advogado da família disse que os pais acreditando que o estado da filha seria irreversível, e que nada mais poderia ser feito, autorizou a doação dos órgãos.

Pouco antes de os médicos iniciarem a retirada dos órgãos, a jovem saiu do coma, abriu os olhos e começou a movimentar as pernas. Hoje a jovem se recupera em um centro de reabilitação e já pode andar e falar, e também montar seu cavalo. Ela acredita na sua recuperação, e pretende um dia morar sozinha e se tornar Designer Gráfica. 
Foto retirada do site Daily Mail

O pai de Carina disse ao jornal Dinamarquês Ekstra Bladet que os médicos (bandidos vestidos de branco) apressaram-se porque eles queriam um doador de órgãos. A mãe de Carina disse ao advogado que fica se perguntando se os médicos queriam matá-la. A família já havia se despedido de Carina quando recebeu uma ligação do hospital dizendo que Carina havia aberto os olhos.
A família da jovem está processando o Hospital alegando que houve precipitação ao falar sobre a doação. Segundo reportagem do "Daily Mail" o hospital alega não ter havido erro médico porque Carina não foi  declarada com morte cerebral, mesmo assim, pediu desculpas à família pela falta de comunicação durante o tratamento de Carina.

O fato provocou grande debate na Dinamarca, sobre doações de órgãos. Doadores cadastrados reitraram seus nomes das listas de doadores rapidamente.

Fonte: Daily Mail 



outubro 02, 2012

Células Tronco do Cordão Umbilical- Do Lixo ao Luxo



Até pouco tempo atrás, tanto a placenta quanto o cordão umbilical faziam parte do lixo hospitalar. Hoje, o armazenamento das células provenientes do cordão umbilical é um serviço caro, desejado por muitos mas ainda para poucos.
Muito se fala sobre guardar as células tronco do cordão umbilical dos bebês, seja em bancos privados ou mesmo públicos, mas existe ainda grande falta de informação acerca do assunto. De um lado os bancos privados que não medem esforços para conseguir clientes, não lhes dando todas as informações necessárias e por vezes fazendo promessas que não podem ser cumpridas. Do outro lado, bancos públicos tentando convencê-lo de que a doação das células para o banco público é a melhor alternativa sempre, o que não é uma verdade absoluta.
 Apesar de todos concordarmos que a vida de um filho não tem preço, a coleta de células tronco em banco privado é um serviço caro e fora de cogitação para grande parte da população, sem contar com a logística envolvida para o transporte, que dependendo do lugar torna impossível a coleta. Para que um banco público faça a coleta, o parto deve ser realizado em hospital credenciado, e são poucos.

Mas, o que são células tronco?

Células tronco são células que surgem no homem ainda na fase embrionária, antes do nascimento. Estas células tem características especiais e podem gerar outras células com as mesmas características da primeira, ou mesmo diferenciar-se em vários tipos de células, de diferentes tecidos. As células tronco podem ser encontradas na medula óssea, (células hematopoiéticas) sendo responsáveis pela constante renovação do sangue e também no cordão umbilical e na placenta, sendo estas também células tronco com características hematopoiéticas. as células tronco do cordão umbilical NÃO são células embrionárias. Têm características de células adultas, contudo, mais imaturas e menos estimuladas.

Quais os Tratamentos realizados com as células tronco do cordão umbilical?

Como o sangue encontrado no cordão umbilical são células com características hematopoiéticas, elas são utilizadas para substituir a doação de medula óssea, para tratar leucemias, linfomas, anemia falciforme, mielomas, talassemias, entre outras. Atualmente, essa é a única utilização, embora existam pesquisas sendo realizadas em todo o mundo acerca da sua utilização para tratamento de diversas patologias. O transplante autólogo (para a própria pessoa) não corre o risco de apresentar rejeição.

Como funciona o Banco Público de células tronco de cordão umbilical?

O Brasilcord é uma rede de bancos públicos de armazenamento de células tronco de cordão umbilical, com unidades em São paulo, Rio de Janeiro, Campinas, Ribeirão Preto, Florianópolis, Fortaleza e Belém. Como existe grande miscigenação no brasil, traduzindo em grande diversidade genética, é importante que os bancos de células de cordão umbilical sejam espalhados pelas diversas regiões do Brasil para contemplar assim a sua grande diversidade.  Mas a doação só pode ser realizada na rede de maternidades credenciadas. Como todo o processo de processamento e criopreservação das células tronco é bem complexo, mesmo que seja realizada a coleta não é garantia de que essas células poderão preservadas para uso futuro. Quando é possível fazer a criopreservação, as células tronco do cordão umbilical podem permanecer congeladas por tempo indeterminado.
Os bancos públicos, entretanto, oferecem o material armazenado para qualquer pessoa do país que não tenha um doador familiar, sem ônus para este, não tendo o doador das células tronco do cordão umbilical prioridade caso necessite do material. Este inclusive pode já ter sido utilizado por outra pessoa. Mas existe a possibilidade de o material do doador ainda estar disponível, podendo assim ser selecionado para seu próprio uso.


Como funciona o Banco Privado de células tronco de cordão umbilical?

Os bancos privados de armazenamento de células tronco de cordão umbilical tem legislação específica, e ao contrário do banco público, somente a família pode dispor do material criopreservado, sendo que os transplantes apenas podem ser autólogos (para a própria pessoa), não sendo permitida a utilização por outro membro da família, mesmo se autorizado. A probabilidade da pessoa necessitar da utilização de suas células que estão preservadas é muito pequena (1 para cada 20 mil). Portanto, fazer a criopreservação das células de um filho, não servirá para o outro caso este necessite. O tranplante de células tronco de cordão umbilical somente pode ser realizado em pessoas com peso no máximo entre 50 e 60 KG, por causa da quantidade armazenada ser insuficiente para tratamento de pessoas com peso superior a este.
Os bancos privados de armazenamento de células tronco de cordão umbilical oferecem esse serviço com ônus ao contratante, que gira em torno de R$ 4.000,00 para a coleta e processamento, além de anuidade que varia de R$600,00 até R$ 1.000,00. os reajustes são estrondosos e abusivos, embora previstos em contrato. Mas falar de tabelas de correção não é muito familiar para a maioria da pessoas, que levam um susto um ano após, depois do primeiro reajuste sofrido. (Falo com conhecimento de causa. Tenho as células tronco dos cordões umbilicais dos meus dois filhos criopreservados, e a anuidade acaba sendo um tormento em minha vida. Muito mais difícil para pagar do que o montante inicial).



A coleta é indolor tanto para a mãe quanto para o bebê.


setembro 18, 2012

O Homem só utiliza 10% da Capacidade de seu Cérebro. Será?

A teoria de que o homem utiliza apenas 10% da capacidade de seu cérebro está no trabalho do psicólogo americano Willian James que afirmou usarmos pequena parte de nossas capacidades físicas e mentais, ideia  essa corroborada por Karl Lashley, que demontrou que ratos podiam reaprender algumas tarefas após retirada de parte de seus cérebros. Especula-se que Albert Einstein tenha feito esta teoria, entretanto, neurologistas afirmam que ele jamais disse isso.

Um neurônio pode fazer contato com aproximadamente 20 mil neurônios, e este pode também receber contato de aproximadamente mais 20 mil neurônios estando cada célula envolvida com aproximadamente 40 mil outras. (Isso pode ser quantificado). Como temos cerca de 100 bilhões de neurônios, com cada um podendo comunicar-se com 40 mil outros, algumas pessoas afirmavam ser esta uma análise combinatória que tende ao infinito, e que assim foi entendido que o cérebro humano tem muito mais capacidade do que toda a capacidade que utilizamos nossa vida inteira para crescer, ler, falar, andar, raciocinar...  Mas esta é uma visão muito simplista acerca do cérebro.


Hoje, com os avanços tecnológicos e a capacidade de estudar mais profundamente o cérebro, através de exames de imagem, principalmente exames funcionais, essa teoria já caiu por terra. O nosso cérebro funciona de forma integrada, utilizando várias áreas, para distinguirmos coisas muito simples do nosso dia-a-dia, como reconhecer se uma pessoa está feliz ou triste pela expressão facial, tom de voz, postura corporal...

Através das técnicas de imagem do cérebro em atividade, descobriu-se não haver áreas ociosas. O que pode ocorrer é que, como algumas funções estão relacionadas à áreas específicas do cérebro,não utilizamos 100% do cérebro em 100% do tempo,mas o utilizamos em sua integralidade durante as diversas tarefas que realizamos. 


Podemos desmistificar esta teoria mesmo sem a utilização de exames por imagem, apenas observando que pequenos traumatismos cranianos, ou acidentes vasculares encefálicos e tumores não deveriam ter sequelas tão graves, a menos que envolvessem perda cerebral dos 10% de massa encefálica utilizada. 

Mesmo que fosse tentado argumentar que esses 10% de utilização não referem-se ao volume de massa encefálica utilizada, mas a outros índices, como velocidade de processamento e condução de impulsos nervosos, ou capacidade de memória, mas não existe, hoje, nenhuma forma de quantificar a eficiência do cérebro, tratando-se de meras especulações quaisquer tentativas desse tipo de quantificação.